Por Dr. Eduardo Moreira Cançado, Médico Coordenador da Projeto RH
Infelizmente estamos vivendo um cenário global de desinformação e fakenews, o qual tende a se intensificar em momentos de conflito ou pressão social, como no caso da pandemia causada pelo COVID-19.
Houve uma série de fakenews relacionadas ao COVID-19 tangenciando assuntos como a gravidade da pandemia, terapêutica sem respaldo científico, vacinação e mais atualmente, a aferição de temperatura pelo termômetro de infravermelho.
Inicialmente, exponho que a aferição da temperatura pelo termômetro infravermelho vem sendo praticada em muitos países como triagem para busca de sintomáticos compatíveis com suspeita de COVID-19, sendo mais uma ação para mitigar o risco de contaminação pelo vírus. Como os termômetros de infravermelhos geralmente são rápidos e não necessitam de contato físico, foram implantados para esse tipo de abordagem desde a década de 50.
Esclarecendo sobre o funcionamento do termômetro de infravermelho, é importante informar que ele não emite radiação, e sim, realiza a leitura da radiação térmica produzida pelo corpo (possibilitando a aferição), e, portanto, não geram lesões. Alguns desses termômetros apresentam uma mira laser apenas para que o operador tenha facilidade no momento da medida, e essa também não tem a capacidade de gerar danos ao corpo humano (exceto se apontada no olho).
Por fim, exponho a importância da atitude de verificar a veracidade dos fatos em fontes confiáveis antes de compartilha-las. Todo tipo de fakenews, ainda mais na área de saúde, causa um grande desserviço à sociedade, podendo custar à saúde, ou mesmo, a vida das pessoas.
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